JEROBOÃO II: 40 ANOS DE GLÓRIA, SABEDORIA E GOVERNO HUMANOS, 1a parte1
Euler Sandeville Jr.
agosto de 2016

Ao abrirmos a Bíblia em II Reis 14 acabamos de realizar um ousado recuo, de cerca de 2770 anos, quase três milênios. A datação pode ser inferida, a partir de outros acontecimentos históricos mencionados no livro de Reis e em documentos de outros povos, como situando-se no século VIII AEC2. Apenas 7 versos, um pequeno parágrafo, trata da vida e do reinado de Jeroboão II. Apesar de um pequeno trecho, o texto traz muito ensinamentos, e é ainda particularmente interessante pela riqueza arqueológica acerca desse período.

23 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel; e reinou quarenta e um anos. 24 Fez o que era mau perante o SENHOR; jamais se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel. 25 Restabeleceu ele os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície, segundo a palavra do SENHOR, Deus de Israel, a qual falara por intermédio de seu servo Jonas, filho de Amitai, o profeta, o qual era de Gate-Hefer. 26 Porque viu o SENHOR que a aflição de Israel era mui amarga, porque não havia nem escravo, nem livre, nem quem socorresse a Israel. 27 Ainda não falara o SENHOR em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém os livrou por intermédio de Jeroboão, filho de Jeoás. 28 Quanto aos mais atos de Jeroboão, tudo quanto fez, o seu poder, como pelejou e como reconquistou Damasco e Hamate, pertencentes a Judá, para Israel, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel? 29 Descansou Jeroboão com seus pais, com os reis de Israel; e Zacarias, seu filho, reinou em seu lugar.

Por esse texto ficamos sabendo que este Jeroboão, o II, era filho de Jeoás, distinto do outro mencionado que era filho de Nebate. No entanto, ficamos sabendo que ambos fizeram “o que era mau perante o SENHOR; jamais se apartou de nenhum dos pecados…” e que a aflição do povo era imensa naquele período. Ficamos sabendo também que Jeroboão ampliou os limites de Israel e que, ainda fazendo o mal, foi usado por Deus para aliviar o sofrimento daquela época. Podemos ver também que a repetição do pecado levaria a um juízo ainda futuro. Lemos também que alguns acontecimentos haviam sido preditos algum tempo antes por um profeta de Deus (verso 25b), aquele ao qual o livro do profeta Jonas se refere (Jonas, filho de Amitai, conforme II Reis 14.25 e Jonas 1.1).

Como veremos, esse trecho não se elucida nele mesmo, e a Bíblia nos convida a olhar a um contexto mais amplo que só podemos entender se o reinserirmos no Livro de Reis, do qual de fato faz parte, e o cotejamos com os Profetas (não Jonas aí mencionado, mas com outros). Apesar dos ensinamentos espirituais que podemos tirar desse trecho, do ponto de vista do entendimento textual ele também nos ensina o quanto os acontecimentos e narrativas devem ser observados no contexto em que significam-se, e o quão mais rico na leitura bíblica pode ser cotejar um texto com outros. Neste caso, que se referem ao mesmo período.

Eram tempos difíceis. As cidades eram fortificadas para defender de inimigos e sua relação com o campo formava uma coisa única, o que para nós seriam direitos básicos eram negados, apesar das denúncias dos servos do Altíssimo, como veremos a seguir. Os acidentes geográficos eram determinantes na viagem de um lugar a outro, as montanhas, os vales, o sol e as estrelas indicavam o próprio conhecimento da experiência humana e o tempo de tudo parecer-nos-ia muito mais longo. Como lançar luz, então, através da opacidade do tempo histórico, até esses longínquos anos? E como entender a razão desse trecho das Escrituras, de apenas 7 versos, que nos parecem graves e severos (“Fez o que era mau perante o SENHOR; jamais se apartou de nenhum dos pecados…”)?

Pode acontecer de sentirmos que nada do que sabemos serve para interpretá-lo, tal como possa ter sido. Não só precisamos da imaginação para reconstituir as narrativas da Antiguidade, como muitas vezes é a imaginação, a partir de referências documentais e arqueológicas, que constroem hipóteses de como possa ter sido esse longínquo passado. Teremos de nos desfazer de uma pesada bagagem de coisas que nos são familiares. Não se discutia se a Terra era redonda ou não, se havia sido criada ou evoluído ao acaso, se deve-se ensinar evolucionismo ou criacionismo da escola, pois iremos a um tempo onde não havia relógio de pulso nem aspirina, jornal, rádio, aquecedor elétrico, universitários e cientistas. E assim por diante.

Sua história quase pode ser resumida nisso: tornou-se rei, reinou 41 anos (v. 23), e adormeceu com seus pais (v. 29). Nesse tempo fez o mal, e ampliou as fronteiras (verso 24). Não discerniu o amor e a misericórdia, nem a justiça de Deus. Nota-se, entretanto, observando-se o contexto do Livro de Reis, e de profetas como Amós e Oseias, que a repreensão é dirigida a todo o povo, não apenas ao rei. Ficamos sabendo que ele não é uma peça isolada, uma liderança isolada. É parte de uma época. O que fazia estava arraigado em seu tempo, já lhes parecia normal, e não indagou a Deus sobre o que era certo. Tornou-se e foi igual a seu tempo, e isso era assim desde Jeroboão I (filho de Nebate).

Segundo o relato bíblico Jeroboão II (filho de Jeoás) era o 14o rei desde Jeroboão I; algo em trono de 121/127 anos separavam esses dois reinos, mostrando que essa cultura estava enraizada naquela terra e naquele tempo. Se observarmos desde Juízes, e de Salomão, veremos que as origens dessa cultura eram ainda bem mais antigas. O rei não se desvencilhou dos rumos de seu tempo, não foi capaz de entender o papel em que estava e intervir para o bem.

Como temos relatos de outros que o fizeram, fica claro que houve escolha de a quem Jeroboão II queria seguir. Deixou-se levar e, tornando-se igual ao seu tempo, ao fazê-lo contribuiu para aprofundar o erro por todo o povo. Não discernia nem seu tempo, nem seu papel. Sob muitos aspectos foi eficiente, então por que esta afirmação?

Ao ser utilizado nas Escrituras, temos que ver como é proposto na Lei e nos Profetas o conceito de reinar3. De fato, o conceito de um reino despótico, de um governo despótico – e eles haviam, como demonstra Jeroboão – é recusado e condenado ao longo de toda a Bíblia. Para não me alongar, citarei apenas algumas passagens sobre o que a Bíblia indica e exige sobre o reinar, mas são efetivamente muitíssimas mais:

“Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito” (Provérbios 31.4-5).

“Abre a tua boca a favor do mudo, a favor do direito de todos os desamparados. Abre a tua boca; julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 31.8-9).

“O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo, e contra os seus príncipes; sois vós que consumistes a vinha; o espólio do pobre está em vossas casas. Que quereis vós, que esmagais o meu povo e moeis o rosto do pobre? diz o Senhor Deus dos exércitos” (Isaías 3.14-15).

“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades; para privarem da justiça os necessitados, e arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! Mas que fareis vós no dia da visitação, e na desolação, que há de vir de longe? a quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa riqueza?” (Isaías 1.1-3).

“E no mesmo tempo ordenei a vossos juízes, dizendo: Ouvi as causas entre vossos irmãos, e julgai com justiça entre o homem e seu irmão, ou o estrangeiro que está com ele. Não fareis acepção de pessoas em juízo; de um mesmo modo ouvireis o pequeno e o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; e a causa que vos for difícil demais, a trareis a mim, e eu a ouvirei” (Deuteronômio 1.16-17).

O que seria então reinar sobre a natureza? No conceito humano, e em especial na prática contemporânea, é agir de modo arbitrário. Na Bíblia, é agir com sabedoria, com respeito, com responsabilidade, com afeto e humildade.

Nesse longo reinado de 41 anos, imperou (verso 26) a opressão ao lado do crescimento econômico e político (verso 25), mas que não ficou sem a repreensão e o chamamento de Deus ao arrependimento (verso 27). Seu reinado, como se lê também em Amós, deve ter sido próspero, reestabelecendo diante de reinos concorrentes suas antigas fronteiras (verso 25), certamente ampliando as riquezas pelo saque e pelos tributos.

Se estamos familiarizados com a Bíblia, e temos boa memória ou um dicionário bíblico, percebemos que esse trecho não nos conta tudo o que a Bíblia nos diz sobre o reinado e o tempo de Jeroboão II. O que não está dito em II Reis 14 é relatado também nos livros dos profetas Amós (Amós 1.1) e Oseias (Oseias 1.1). Embora esses livros proféticos não nos tragam mais detalhes sobre o rei em si, nos descrevem vividamente a situação social, moral e religiosa durante seu reinado, desenvolvendo a condenação profética apenas indicada nos versos 24 e 27.

O livro do profeta Isaías, mais atuante no reino do sul (Judá) também indica ser ele um contemporâneo, na medida em que o rei Ozias de Judá, mencionado em Isaías 1.1, é contemporâneo de Jeroboão II. Da mesma forma o livro de Miqueias (1.1), que profetizou nos dias de Joatão, Acaz e Ezequias, reis de Judá: Joatão teria iniciado seu reinado em Judá, vizinho ao reino de Israel, cerca de apenas uns 4 anos depois do fim do reinado de Jeroboão II. Através dos Livros desses profetas, Amós, Oséias, Isaías (chamado primeiro Isaías), Miqueias e Jonas, a par do contexto no Livro de reis, podemos ter uma ideia mais abrangente da situação naqueles dias, inclusive durante os 41 anos do reinado de Jeroboão II.

Em meio à injustiça que sustentava (v. 26), seu reinado ainda deve ter sido marcado por intrigas intensas, como se lê em Amós (7.10-17). Um sistema de poder religioso concorrente a Judá havia sido estabelecido desde Jeroboão I, visando explicitamente centralizar o poder real no reino de Israel. Em Amós, sabemos que nesse contexto religioso, ora de apostasia plena, ora de sincretismo, o sacerdote Amasias, de Betel, querendo provavelmente livrar-se da influência de Amós, procura intrigar o rei com o profeta. Isso mostra que o reino sustentava-se em jogos de poder e de favor, usando o sistema religioso que se afastara de Deus, constituído pelos reis e pessoas interessadas em tornarem-se sacerdotes locais, valendo-se das crenças e desejos do povo.

Esse pequeno trecho nos liga, assim, a outros livros ou momentos da Bíblia, seja na história do reino do norte (Israel), como na menção aos pecados de Jeroboão (I) e da perda territorial em momento anterior, seja aos antecedentes que o configuram, seja à história de outros reinos vizinhos e a Judá (Amós vinha de Judá, lembremos ainda Jonas, Amós e Oseias, Isaías e Miqueias, ativos nessa época ou muito próximos dela4). De modo que, o que não ficamos sabendo pela leitura dos 7 versos em II Reis, entenderemos melhor se lermos a Bíblia em sua amplitude, e no sentido de sua mensagem. Deus nos deixou o suficiente para saber, em detalhes até mesmo, como era a vida nesses reinos em torno daqueles 40 anos do governo de Jeroboão II.

Não só isso, o próprio livro de Reis, e o desses profetas, nos contam claramente uma série de escaramuças entre esses reinos, e deles com os vizinhos, bem como o movimento de grandes impérios. Ou seja, se lermos para além dos 7 versos escolhidos, saberemos até mesmo como era a situação internacional na Palestina, em que se desenrola o reinado de Jeroboão II e a opressão e injustiça sobre o povo, a corrupção e a ambição de seus reis, comerciantes e sacerdotes.

Esse pequeno trecho, como é comum na Bíblia, portanto, nos liga a uma época histórica e a uma situação geográfica e política específica. Não só o contexto do livro de Reis o faz, mas o próprio relato sobre Jeroboão que lemos parece ocupar-se em nos localizar. Os limites do reino de Jeroboão são demarcados, o conflito com Judá e arameus, tratado em outros capítulos de Reis e Crônicas, fica implícito. Jonas era de Gate-Hefer, pertencente a Zebulom, também mencionada em Josué (19.13) e provavelmente a uns 4 km de Nazaré5. Nos livros dos profetas ficamos sabendo que Amós era de Tecoa, uma cidade fortificada nos limites do deserto de Judá, a cerca de 8 km a sudeste de Belém6. Isso indica uma intensa mobilidade naqueles tempos, e comunicação entre as diversas regiões no chamado crescente fértil, não só de hordas de migrantes e de exércitos, mas das pessoas por essas amplas regiões, como fica claro em muitos outros trechos da Bíblia.

Quão imensa riqueza e quantos ensinamentos vitais contém um pequeno trecho das Escrituras, como este que se abre a partir de 7 versos, e que uma leitura apressada poderia fazer passar desapercebido!!!! Devemos nos alegrar com tamanha riqueza espiritual e complexidade, ao mesmo tempo encerrada em algo tão simples e fácil para qualquer um entender, conhecer a Deus, orientar sua vida e seu coração.

Os sentidos da Bíblia são inesgotáveis, mas creio que, além do já indicado acima, que pode ser fonte de grandes ensinos, e de tantas outras coisas que em nosso espírito poderemos aprender de Deus ao ler esse trecho, há um centro de interesse colocado entre os versos 24 e 27 de II Reis 14. De forma clara, a lição espiritual central, a ser aprofundada com o que depois poderemos ler em Amós e Oseias, parece-me ser:

  1. prosperidade e santidade não são causa e efeito (versos 24 e 25), não são necessariamente correlatas;

  2. a idolatria, a injustiça e a desigualdade produzem aflição e Deus as condena e reage a elas e seus servos se afligem com essa situação (verso 26);

  3. a misericórdia do SENHOR retarda seu julgamento provendo alívio momentâneo, dando oportunidade de arrependimento (verso 27, cf., por exemplo, II Pedro 3.97);

  4. os homens a cada época tendem, enredados em seu tempo, a não discernir a mensagem do SENHOR e, no limite, a endurecer seu coração seguindo o próprio caminho (verso 24, cf. por exemplo Tiago 4.1,28);

  5. Deus não deixa os homens sem um aviso do que vai fazer e sem instrução de como devem caminhar, através de seus profetas e sua palavra (verso 25 e os profetas Amós e Oseias).

Nesse ponto, se extravasarmos para os livros de Jonas e Amós, veremos que esse aviso, sempre uma oportunidade para arrependimento e conversão, não se restringiu ao povo escolhido. Confira os livros, os dois profetas dirigiram mensagens de advertência e convite ao arrependimento a nações próximas de Israel (o temíveis assírios, arameus, filisteus, fenícios, edomitas, amonitas, moabitas, ou seja, todos os reinos que cercavam Judá e Israel). Isso pode contradizer o senso comum sobre a mensagem bíblica, mas o próprio livro do profeta Jonas que mencionamos antes é sobre seu envio ao distante reino da Assíria, à cidade de Nínive, o império que traria a ruína a vários reinos da Palestina, inclusive Israel.

Talvez aqui esteja uma mensagem importantíssima: a Bíblia, situando-nos Jonas e Amós nessa época, deixa claro que a advertência de Deus, a possibilidade de arrependimento e sua misericórdia são oferecidos a todos, e não só a um povo escolhido, como sua justiça também é exigida de todos e nem mesmo reis e sacerdotes, nem um povo escolhido, podem, sob o nome da religião, furtar-se a ela. Como está também no livro do profeta Ezequiel (33.10-15), ainda sob o domínio da Lei e não da graça:

Tu, pois, filho do homem, dize à casa de Israel: Assim falais vós: Visto que as nossas prevaricações e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como, pois, viveremos? Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel? Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; quanto à perversidade do perverso, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua perversidade; nem o justo pela justiça poderá viver no dia em que pecar. Quando eu disser ao justo que, certamente, viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniquidade, que pratica, ele morrerá. Quando eu também disser ao perverso: Certamente, morrerás; se ele se converter do seu pecado, e fizer juízo e justiça, e restituir esse perverso o penhor, e pagar o furtado, e andar nos estatutos da vida, e não praticar iniquidade, certamente, viverá; não morrerá.

Leremos, portanto, que Deus não torce a justiça, e não só a esses povos dedicou suas advertências e sua misericórdia. Adverte, e ainda com maior intensidade, tanto Judá quanto Israel; não fecha os olhos à injustiça no meio de seu povo, nem aos religiosos falsos, como tanto advertiu Jesus aos Saduceus e Fariseus. As coisas de Deus são simples. Sua mensagem é clara. Qualquer um pode entender essa mensagem, desde que tenha acesso ao texto e um coração fiel a Deus. Somente de posse disso em nossa vida, podemos nos aventurar adiante, com a inteligência. Como diz a Lei:

Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te (Deuteronômio 6.5-7).

Pois era exatamente essa a perspectiva perdida por Jeroboão II e seus contemporâneos, e os profetas de Deus eram enviados a lhes advertir das consequências sombrias de uma vida longe Dele, oferecendo-lhes a oportunidade de corrigir seus caminhos.

BIBLIOGRAFIA CITADA

FINKELSTEIN, Israel; SILBERMAN, Neil Asher. A bíblia não tinha razão. Tradução Tuca Magalhães. São Paulo: Girafa, 2003 [2001 The Bible unearthed: archeology’s new vision of Anciennt Israel and the origin of its sacred texts]

FRHAIA, Demetrio. Dicionário da Bíblia. São Paulo: AME, 1977

MARKS, Herbert. Os doze profetas. In ALTER & KERMODE, Guia literário da Bíblia. São Paulo: UNESP, 1977.

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NOTAS

1 Veja também os artigos “Jeroboão II: 40 anos de glória, sabedoria e governo humanos, 2 parte neste blog.

2 Observação: Neste texto a abreviatura AEC indica a expressão Antes da Era Comum, equivalente a Antes de Cristo, as datações seguiram FINKELSTEIN e SILBERMAN (2003). As citações bíblicas, salvo se indicado o contrário, são da tradução Almeida Revista e Ataulizada, disponível em http://www.sbb.org.br/conteudo-interativo/pesquisa-da-biblia/

3 Este parágrafo e citações que seguem estão em O que significa dominai a natureza no Livro do Gênesis? Euler Sandeville Jr. (20116) Disponível em https://sandeville.org/2017/05/01/o-que-significa-dominai-a-natureza-no-livro-do-genesis/.

4 Segundo Herbert Marks (1997), também Joel e Abdias

5 RAIHA 1977, “Costuma ser identificada com Khirbet ez-Zurraʽ (Tel Gat Hefer), uns 4 km ao NNE de Nazaré e logo ao O de Meshhed (Mashhad), lugar tradicional do túmulo de Jonas. Explorações de superfície feitas em Khirbet ez-Zurraʽ parecem corroborar as declarações bíblicas, de que o lugar estava ocupado em ambos os períodos dos relatos mencionados” Disponível em http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1200001620 acesso em 19 de agosto de 2016.

6 FRAIHA 1977

7 “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” II Pero 3.9.

8 “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras.” Tiago 4.1,2