SOBRE A SUPERAÇÃO DOS ERROS
Euler Sandeville Jr.
São Paulo, 15 de setembro de 2017.

Todos nós cometemos erros ao longo de nossas vidas. Alguns, maiores, outros, menores; alguns podem ser desfeitos, reparados, outros não. Alguns se conformam a eles, outros desejam superá-los. No entanto, muitos são consumidos no silêncio da alma, até sem perceberem, pela culpa. Alguns são guiados pelo erro, pela indiferença, outros pela culpa silente, outros pela compensação sem fim dos erros. Outros, ao contrário dos anteriores, desejam aprender a superá-los e a superar-se.

Há uma metáfora muito bonita, cuja origem desconheço, que recupero no parágrafo a seguir, fazendo algumas adaptações para que possa traduzir a mensagem que proponho:

Um aprendiz havia feito muitas coisas ruins. Em busca de conselho ao perceber seus erros, procurou um homem mais experiente. Diante de seu olhar, entre ansioso e preocupado, o homem calmamente lhe mostrou uma árvore que havia adoecido e perdido as folhas. Esse homem então disse apenas: “recolha todas as folhas que caíram da árvore desde que ficou doente”. O jovem, desanimado, percebeu que o vento já as havia espalhado. Não é possível recolhê-las, senão a algumas.

Não basta aprender sobre os próprios erros e sua extensão. Pior ainda é se essa consciência for frágil e der razão à culpa e a atitude meramente compensatória, que não podem levar ninguém a lugar algum, senão à autocomiseração ou à autojustificação.

Não basta aprender que as folhas foram espalhadas pelo vento!

O maior aprendizado é entender que, se cuidarmos da árvore, regando-a e adubando-a adequadamente, ainda poderá na nova estação que se inicia dar frutos saborosos que servirão agora de alimento. Não podendo fazer tudo, quem sabe, aprenderemos a fazer o que está ao nosso alcance.

Seja como for, a mim parece importante que as escolhas que cada um faça sejam conscientes e, se lhe for possível e assim lhe agradar, ponderadas. Melhor ainda: se forem com Deus. Então começa a descoberta de novos horizontes que são apaixonantes e transformadores.

Recorda a tua compaixão, ó SENHOR, e o teu amor, que existem desde sempre. Não recordes os pecados de minha juventude, e as minhas revoltas, lembra-te de mim, conforme o teu amor por causa da tua bondade.
(Salmo 25.6,7).

 

 


* Nota: a tradução habitualmente utilizada neste sítio é a de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada (ARA) ou Atualizada (JFA). Quando utilizar outra tradução neste sítio isso será indicado através da abreviatura: KJA (King James Atualizada), BJ (Bíblia de Jerusalém).